Bem-vindo ao Tuners.com.br Tudo sobre Injeção eletrônica programável..
Página 1 de 2 12 ÚltimoÚltimo
Resultados 1 a 10 de 11
  1. #1
    Member
    Data de Ingresso
    Mar 2016
    Posts
    37
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    jean     R$ 0.00

    [TUTORIAL]: como medir o dwell da bobina utilizando osciloscópio

    IMPORTANTE: esse tutorial só se aplica para bobinas que permitem acesso ao seu enrolamento primário. Bobinas com driver integrado, acionamento por nível lógico e semelhantes não podem ser utilizadas, a não ser que de alguma forma seja possível abrir a bobina e acessar o enrolamento primário (nesse caso não considero esse método uma boa opção).



    PROCEDIMENTO:

    Passo 1: Cortar o fio que leva os 12 V para a bobina e soldar em série o resistor R1 de baixa resistência e alta potência. No meu caso peguei o R38 (0.05 ohms, 20 Watts) da main board v3.0 que não está sendo utilizado. É importante que o valor da resistência seja bem baixo para não afetar o circuito original.

    Clique na imagem para uma versão maior

Nome:	         ciruito.jpg
Visualizações:	39
Tamanho: 	9,5 KB
ID:      	85



    Passo 2: Colocar as ponteiras de sinal e referência do osciloscópio em paralelo com o resistor, para medir a queda de tensão nele. A polaridade tanto faz, se na tela do osciloscópio a rampa ficar invertida basta usar a opção de inverter o canal.



    Passo 3: Utilizar o modo de teste de bobina da MS para gerar um dwell inicial conhecido, ex. uns 6 ms a cada 0,5 segundos. Com isso fica mais fácil ajustar o osciloscópio para deixar o sinal bonito na tela e fácil de observar.

    Clique na imagem para uma versão maior

Nome:	         config.jpg
Visualizações:	37
Tamanho: 	16,0 KB
ID:      	86



    Passo 4: O sinal na tela será como o da figura abaixo. Como estamos medindo a tensão em cima do resistor, e I = V/R, podemos facilmente calcular a corrente que passa por ele. Uma vez que o resistor está em série com a bobina, a corrente que passa pelos dois é a mesma. Nesse caso:

    Nome:      corrente.png
Visitas:     535
Tamanho:  1,2 KB



    Clique na imagem para uma versão maior

Nome:	         rampa1.jpg
Visualizações:	33
Tamanho: 	19,0 KB
ID:      	88



    Passo 5: Para saber o dwell o que interessa não é o valor da corrente em si, mas sim o tempo de duração da rampa, uma vez que este é o tempo em que o indutor (bobina) está armazenando a energia que depois resultará em centelha. E quanto maior a tensão aplicada menor será esse tempo, por isso na Megasquirt temos uma curva para ajustar o dwell em função da tensão. A figura acima foi medida com o motor desligado, diretamente com a tensão da bateria, então temos:

    Nome:      dwell1.png
Visitas:     539
Tamanho:  1,1 KB



    Desse modo, o dwell de 6 ms comandado pela CPU está errado, pois uma vez que o indutor encontra-se saturado (linha horizontal da figura), ele não armazena mais energia do que já armazenou. Ele de forma alguma vai gerar uma centelha mais forte, vai apenas gerar mais calor na bobina devido à presença da corrente durante um tempo maior do que o necessário.



    Passo 6: É importante repetir o processo com o motor em funcionamento, pois a tensão do alternador é mais alta que a da bateria e irá resultar em um dwell menor, conforme mostra a figura abaixo com a curva de compensação já ajustada na CPU. Nesse momento o alternador estava gerando 13,8 V e o dwell ficou consideravelmente menor. Importante ressaltar que o valor máximo de corrente permanece o mesmo, ou seja, a energia armazenada não foi reduzida.

    Clique na imagem para uma versão maior

Nome:	         rampa2.jpg
Visualizações:	31
Tamanho: 	19,7 KB
ID:      	90


    Nome:      dwell2.png
Visitas:     533
Tamanho:  1,2 KB



    Passo 7 (opcional): Esse procedimento pode ser feito também para o período de partida do motor, onde a tensão cai bastante. Eu acabei não fazendo e deixando os valores padrão da Megasquirt porque estava sozinho na hora do teste e ficava difícil triggar o osciloscópio. Mas não vou perder o sono por causa disso, pois o instante de partida é rápido e a bobina não vai morrer se receber um dwell um pouco maior durante esse tempo apenas.




    ______________________________
    Chevrolet Opala 1979

    4227 cc, MS2-Extra, sem distribuidor
    opalacrocodilo.blogspot.com

  2. Likes Tomicki, ddo, Magovit liked this post
  3. #2
    Member
    Data de Ingresso
    Apr 2016
    Posts
    48
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    Elfs     R$ 0.00
    Para medir em qualquer bobina e só colocar o resistor no lado positivo, ou seja o fio que alimenta a ou as bobinas.

  4. #3
    Member
    Data de Ingresso
    Mar 2016
    Posts
    55
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    Iuri     R$ 0.00
    Fala, mestre ELFS. Acho q vc tá falando para medir o dwell com a bobina em funcionamento numa ie original. O tutorial do amigo é para determinar o dwell correto para cada bobina.
    Passo a passo excelente do amigo.

  5. #4
    Member
    Data de Ingresso
    Apr 2016
    Posts
    48
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    Elfs     R$ 0.00
    Iuri, se o resistor shunt for colocado entre o positivo e a bobina podemos medir o dwell praticamente de todos os tipos de bobina inclusive aquelas com driver interno, pode ser no carro ou na bancada. No caso de uma bobina dupla ou tripla o sinal vai alternar entre os enrolamentos porem os valores devem ser praticamente iguais.

  6. #5
    Member
    Data de Ingresso
    Mar 2016
    Posts
    37
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    jean     R$ 0.00
    Citação Postado originalmente por Elfs Ver Post
    Iuri, se o resistor shunt for colocado entre o positivo e a bobina podemos medir o dwell praticamente de todos os tipos de bobina inclusive aquelas com driver interno, pode ser no carro ou na bancada. No caso de uma bobina dupla ou tripla o sinal vai alternar entre os enrolamentos porem os valores devem ser praticamente iguais.
    Cara, dependendo até pode... mas tratando a bobina como uma caixa preta como tu vai garantir que a corrente tá indo total e diretamente pra bobina e pro transistor? Se for o caso de ser direto ok, pode sim, mas e se a mesma corrente alimenta o driver e/ou algum circuito de controle?

    O bom seria ter acesso ao circuito elétrico real do interior da bobina ou abrir pra olhar, senão o teste até serve como um bom indicativo do dwell, mas talvez não seja seja a melhor aproximação.

    Por isso acabei direcionando o tutorial paras as bobinas que eu tenho certeza que se aplica. As demais até podem tentar, também fiquei curioso para saber.




    ______________________________
    Chevrolet Opala 1979

    4227 cc, MS2-Extra, sem distribuidor
    opalacrocodilo.blogspot.com

  7. #6
    Member
    Data de Ingresso
    Apr 2016
    Posts
    48
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    Elfs     R$ 0.00
    Iuri
    Entendo sua colocação porem o consumo do circuito de chaveamento não deve ser superior a uns 20 mA, e esta corrente é fornecida pelo circuito da CPU, não é necessário sua consideração.
    Para reforçar devemos considerar que a máxima corrente que ira circular pela bobina é limitado pelo circuito eletrônico do driver e que muitas vezes é muito maior que a corrente maxim a admitida pela bobina.
    Considerando a curva exposta acima não devemos levar em conta o ponto onde termina a rampa mas sim o tempo onde é atingido a máxima corrente suportada por uma determinada bobina ( ponto da máxima energia prevista para a bobina).
    Uma bobina moderna tem uma resistência interma na faixa de 0,5 ohms logo sua corrente máxima sem as devidas limitações impostas pelo drive será de uns 30 A.
    Esta bobina deve ter uma corrente máxima na faixa de 7 a 10 A e um drive tipo BIP limita a corrente em uns 17A e aquele do Audi em uns 15 A (medido).
    Olhando a indutância indicadas no catálogo de umas bobinas ou medidas por mim temos um tempo de dwell tipico calculado na faixa de 2ms.
    Concluindo o tempo de dwell deve ser um valor tal que na situação mais critica a corrente média sobre a bobina não trapasse a corrente nominal especificada.
    Esta condição é critica em elevadas rotações onde o tempo de dwell da bobina fica próximo ao tempo de duas rotações do motor para sistemas COP e 1 rotação para sistemas de faísca perdida.

    Cuidado com o pico de tensão no ponto localizado entre o transistor e a bobina pode chegar a uns 500 V ou mais .

  8. Likes Magovit liked this post
  9. #7
    Member
    Data de Ingresso
    Mar 2016
    Posts
    55
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    Iuri     R$ 0.00
    Iuri não. Jean

  10. #8
    Member
    Data de Ingresso
    Apr 2016
    Posts
    48
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    Elfs     R$ 0.00
    Ops, falha nossa, fui mal.

  11. #9
    Member
    Data de Ingresso
    Mar 2016
    Posts
    37
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    jean     R$ 0.00
    Elfs, mede as tuas e posta aí pra nós..

    ______________________________
    Chevrolet Opala 1979

    4227 cc, MS2-Extra, sem distribuidor
    opalacrocodilo.blogspot.com

  12. #10
    Member
    Data de Ingresso
    Apr 2016
    Posts
    48
    Post Thanks / Like
    Total Contributions For

    Elfs     R$ 0.00
    Assim que der uma folguinha monto um arranjo na bancada e levanto as curvas nas duas bobinas que tenho, aproveito para testar o driver do audi e o BIP da Bosch e ver as diferenças.
    Aproveito para testar os condicionadores de entada e as saidas de ignição da minha placa MSPROSTREIS.

 

 
Página 1 de 2 12 ÚltimoÚltimo

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •